Reposição de Testosterona: Guia Definitivo

Tudo sobre reposição de testosterona

Atores como Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stallone e Harrison Ford, têm em comum a boa forma física na meia idade, uma preocupação cada vez mais presente no cotidiano de quem já passou dos 50 anos. Se antes essa faixa etária era representada pela imagem de um idoso franzino e com cabelos brancos, atualmente a realidade é outra, já que alguns desses homens têm apostado no uso de testosterona.

Após os 50 anos, o homem perde cerca de 1% de sua produção de testosterona a cada ano, esse é um valor médio, já que, em alguns indivíduos, essa perda poderá ser ainda mais acentuada. Homens que produzem menos testosterona são os que sofrem mais, e para esses casos, a reposição hormonal é uma opção a ser considerada.

Mas por que a testosterona é tão importante? No homem, ela pode estimular a libido, produzir aumento de massa muscular, exercer efeitos positivos sobre o desempenho mental, e proporcionar sensação de bem estar e bom humor.

Distúrbio androgênico do envelhecimento masculino

A produção de hormônios ou a falta deles explica muitas reações que ocorrem, desde a puberdade, no corpo humano. Por volta dos 50 anos, enquanto as mulheres sofrem com a menopausa, os homens podem sentir os reflexos da andropausa, também chamada de distúrbio androgênico do envelhecimento masculino (DAEM).

Na verdade, o termo andropausa entrou em desuso, já que surgiu em uma época na qual se estabelecia comparações com a menopausa. Diferentemente dessa fase feminina, o homem não apresenta nenhuma interrupção abrupta de alguma de suas funcionalidades orgânicas. Já na mulher, a ovulação se encerra a partir da menopausa.

O desânimo intenso no trabalho, por exemplo, pode ser indício de uma taxa deficiente de testosterona. Fatores externos, como depressão e perda do emprego, também podem afetar a produção de testosterona.

Quando fazer terapia de reposição hormonal?

Segundo especialistas, a reposição de testosterona deverá ser prescrita somente em casos de necessidade, e caso a deficiência não seja comprovada, o aumento da concentração poderá ser prejudicial à saúde.

A venda de testosterona só deverá ocorrer mediante apresentação de receita médica, mesmo assim, alguns estabelecimentos o fazem sem exigi-la, o que contribui para o uso indiscriminado desse hormônio visando, principalmente, o ganho de massa muscular de forma mais rápida.

Terapia de reposição hormonal: indicações

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O total de homens que necessitam ser tratados com reposição hormonal não chega a ultrapassar 20% da população masculina, porém, esse valor pode variar conforme a cultura e tipo da população. A dosagem de testosterona poderá ocorrer em qualquer faixa etária. Existem crianças que, logo aos seis anos de idade, começam a entrar na puberdade, exibindo pelos que só iriam surgir em outras crianças aos 10, 11, ou 12 anos. Esse é um exemplo de caso em que a dosagem hormonal poderá ser indicada até mesmo para crianças.

Já quando o adolescente começa a desenvolver suas características sexuais secundárias, eventualmente, ele poderá sofrer com a ginecomastia, que corresponde ao aumento de tecido mamário no homem. Essa consequência decorre de um desequilíbrio existente entre testosterona e estradiol, respectivamente, os hormônios sexuais masculino e feminino. O aumento do hormônio feminino em simultaneidade com a diminuição do masculino, também poderá levar ao desenvolvimento de mamas em homens com idade superior a 70 ou 80 anos.

Outra possibilidade de dosagem geralmente se aplica a homens com mais de 40 anos, que, eventualmente podem perder sua plena função sexual ou apresentar sintomas correlacionados, como diminuição da libido, perda da ejaculaçãodificuldades de ereção. Deve-se salientar que essa faixa etária é perigosa para a reposição hormonal, pois nela existe maior incidência do câncer de próstata e do testicular.

Terapia de reposição hormonal: riscos

O excesso de testosterona também poderá exercer efeito contrário, diminuindo o desejo sexual. Também existe o risco do desenvolvimento de ginecomastia, tumores nos testículos, câncer no fígado (região na qual ocorre a metabolização do hormônio) e câncer de próstata.

O uso de testosterona em si não leva ao câncer de próstata, porém, estimula o crescimento de células situadas na próstata. Logo, se o homem possuir alguma tendência ou já tiver células cancerígenas, estas serão amplamente desenvolvidas.

Como repor testosterona

Por volta da década de 80 do século passado, foram cometidos muitos equívocos com relação à administração hormonal, como a indicação de reposição de testosterona pelo simples fato do indivíduo ter chegado aos 50 anos de idade. Considerar que um homem deve tomar testosterona apenas com base em sua faixa etária é um erro gravíssimo. Na verdade, só deverá repor o hormônio quem apresentar sintomas do DAEM devidamente comprovados em laboratório.

Portanto, a reposição hormonal de testosterona deverá ser realizada apenas com orientação médica. O indivíduo deverá se consultar com um médico a fim de avaliar a real situação de sua próstata e medir a taxa de PSA (marcador do câncer). Cabe enfatizar que, se bem indicado, o aumento da concentração do hormônio no organismo poderá apresentar excelentes resultados.

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